© Elisa Georgi
Flora Paim é artista, arquiteta-urbanista e investigadora brasileira residente em Portugal desde 2016. O seu percurso cruza investigação artística, práticas artístico-espaciais e estudos urbanos, com atenção às dimensões materiais, sensíveis e políticas dos lugares. 
A partir do trabalho de campo e de conhecimentos situados, desenvolve processos de investigação atentos a territórios em transformação, que se desdobra em instalações, objetos, peças têxteis/gráficas, intervenções na paisagem, publicações, ensaios textuais/visuais, percursos performativos e audiocaminhadas. Atua também nas áreas de direção de arte e figurino para cinema, bem como cenografia para espetáculos.
É mestre em Arte e Design para o Espaço Público (Faculdade de Belas Artes, Universidade do Porto, 2016–2018) e licenciada em Arquitetura e Urbanismo (Universidade Federal de Alagoas, Brasil, 2007–2014). É investigadora do Instituto de História da Arte (IHA-NOVA FCSH/IN2PAST), enquanto bolseira de doutoramento em Estudos Artísticos — Arte e Mediações (NOVA FCSH, 2021– 2026), com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Colabora como artista-investigadora com o projeto Extreme Sites (CEAA-ESAP).
Desde 2017, investiga terrenos baldios urbanos em Portugal — sítios arruinados ou esvaziados que parecem “abandonados” pela desindustrialização ou pela reestruturação urbana, mas que conservam sinais de atividade informal humana e mais-que-humana. Esta investigação tem-se desdobrado em trabalhos que interrogam as noções de vazio, lugar, memória, arruinamento, arquivo, comum e informalidade. 
Entre os seus trabalhos e participações mais relevantes destacam-se BALDIO — The Wasteland Archive, sala apresentada na exposição No departures without arrivals (ZK/U Berlin, 2024); Marginalia Vegetal, audiocaminhada realizada no Bairro do Rego em Lisboa (Verde que te quero, 2024); Nenhum lugar desaparece, videoinstalação desenvolvida no âmbito do programa RESIDIR (CRL – Central Elétrica/MIRA FORUM, Porto, 2021); Arqueologia do vazio, instalação apresentada na Porto Design Biennale (2019) e no ERRE Bonjóia, Porto (2021); Partituras para ir, percurso performativo cocriado para o Teatro do Bairro Alto/TBA (Lisboa, 2019); e Journeys to the In-Between, ciclo de caminhadas especulativas e conversas abertas cocurado no MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (Lisboa, 2020), enquanto artista colaboradora do coletivo Artéria. Desenvolveu ainda Práticas de fronteira, instalação realizada como bolseira do Laboratório de Artes Visuais da Escola Porto Iracema das Artes, sob orientação de Ricardo Basbaum, apresentada no Museu de Arte Contemporânea do Ceará, Brasil (2015–2016).

florapaimd@gmail.com  @florpaim



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